Paladar e Afeto

SOBRE

Olá,
sou Gabi Albuquerque,
coach de excelência e jornalista.

Em busca do equilíbrio real!


Coragem

É uma palavra que poucas vezes tinha associado a mim na vida até que um dia, um grande amigo me perguntou: como você teve coragem de fazer a viagem sozinha? Foi só aí que caiu minha ficha que eu tinha feito as malas e embarcado sozinha num avião rumo a Londres. Por lá ficaria pouco mais de um mês curtindo minha própria companhia enquanto estudava. Quando fiz o flashback aconteceu exatamente o que descreveu a escritora Maya Anagelou “a necessidade de mudar abriu uma estrada no centro da minha mente”. Eu simplesmente segui a estrada. Pego emprestada mais uma frase de outrem, desta vez por Renato Russo, para explicar outra coisa muito minha: “meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi”. A necessidade de mudar na verdade era uma constante na minha vida, não naquela velocidade de metamorfose ambulante nem necessariamente com fluidez de opiniões. Era mudar para melhor, mantendo minha essência, mas sempre fazendo tudo em mim e ao meu redor crescer.

Talvez por isso tenha acontecido minha primeira grande mudança. Uma criança frágil e extrassensível se transformou quando tinha 9 anos. Eu ainda era sensível (a história da essência), mas eu confiava em mim, eu fazia amigos, eu evoluí. Claro, naquela época eu não fazia ideia do que estava acontecendo.

Alguma coisa no meu coração me chamava para o mundo, me fazia sentir leveza, me fazia escrever a palavra equilíbrio em tudo que era lugar e dizer que esse era meu objetivo, mesmo quando eu tinha apenas 13 anos. Por essa sede de conhecimento de pessoas, lugares e sentimentos, fui fazer jornalismo. E também porque eu falava muito e amava escrever, coisa que como bem se vê, permanece. Amei a faculdade, o curso, os colegas, os estágios.

E a palavra equilíbrio por onde andava? Bom, minha vida pessoal estava meio bagunçada. Pouco antes de entrar na faculdade, meus pais separaram. Amadureci muito, aprendi a me virar sozinha, cresci como nunca e agradeço por isso sempre, e mesmo havendo muitos momentos difíceis, é só desta parte incrível que comento.

Mas, no fim da faculdade, eu estava sem brilho no olho. Eu me perdi da essência, da autoestima, do autoconceito e do autocuidado. Estava em um relacionamento que me tirava energia (não estou culpando ninguém com isso, ok? Somos todos responsáveis pelo que nos acontece).

Foi quando precisei me reencontrar após o fim deste namoro que a grande jornada começou de fato. No trabalho, eu não conseguia me encaixar em cargos, então fui ser freelancer, trabalhar com moda (assunto para outro papo). Na vida pessoal, eu chorava todo dia no banheiro e enchi meus amigos por horas, mas mesmo em lágrimas, eu repetia: vai passar, é só uma fase.

Também disse que naquele ano eu ia dizer sim às aventuras, à vida, a mim. Disse que nunca mais ia deixar a vida passar com a sensação de que eu acompanhava pela janela sem participar. Outra coisa que eu pensava: uma hora tudo vai fazer sentido.

Fiquei exatamente um ano sozinha e viajando e trabalhando, foi nessa época a fuga londrina. Em janeiro de 2012, encontrei um amor livre, parceiro, daqueles que fazem a gente subir na vida e crescer. Vou falar muito disso na sessão Afeto.

Estava tudo mezzo tranquilo, o trabalho começou a me saturar, eu tentava empreender, mas nada parecia dar certo. Até que em 2013, fiquei doente. Era intolerância à lactose, mas como demorei para descobrir, meu pobre intestino inflamou, a flora desequilibrou. Tive candidíase no sistema digestivo (e sim, percorreu outras partes). Foram 6 meses de tratamentos com remédios e eu sem trabalhar. Esse sim foi o maior desafio da minha vida. Tive que rever minha fé, minha saúde física e emocional. Como sobreviver a mal-estar diário? E observar a comida a cada momento? Fui fazer terapia. Fui para o reiki, descobri a Ayurveda, li livros transformadores e de neurociência.

Neste meio tempo, criei a Paladar, vendi doces, cozinhei, planejei, economizei. Nossa, fiquei exausta. Mas, fazer comida, mesmo saudável, ainda não me completava, faltava alguma coisa. Eu sentia que precisava fazer mais, fui aprendendo com os estudos e pesquisas que o negócio era muito mais profundo que alimentação saudável. Por obras do destino, quando encerrei as encomendas, cheguei no nome coaching! Eu disse a Zora (minha coach e mentora): preciso me encontrar na carreira. E sessão após sessão, ficava claro que eu queria prestar o serviço de ajudar o outro. E foi assim, de uma forma muito segura e honesta que me enxerguei coach.

E tudo começou naquele sim que eu disse a mim mesma em 2011. Vai ver era isso que tinha que acontecer desde o começo. Sem aquela dor, como seria?! Digam sim às novas aventuras, mesmo que dolorosas. A vida é incrível demais. Agora tudo faz sentido, e eu? Te ajudo a passar pela metamorfose aprendendo a voar.