Relacionamentos: o que faz algo melhor é a conexão


Se tem um assunto incrivelmente falado em todos os espaços do mundo é sobre relacionamento. Pudera! Duas pessoas com crenças, bagagens, educação, cultura diferentes e pontos semelhantes. Encaixar as duas peças exige dedicação e atenção, mas mais ainda pede a empatia, o respeito, o diálogo bem feito.

Mesmo assim, é nessa área da vida, apesar de incoerente, que costumamos depositar menos cuidado. E não é cuidar no sentido de “você comeu hoje, meu amor?” (apesar de também ser útil). É pensar na relação como pensamos na trajetória da nossa carreira, no passo a passo para ter mais saúde ou perder alguns quilos, no dinheiro da poupança ou investimento.

Vamos fazer uma comparação simples. Você chega no trabalho e diz ao seu chefe gritando que quer a informação x em tantos minutos? Mas, você chega em casa e pede ao seu par (independente do sexo) aos gritos para tirar o lixo ou guardar um copo exatamente na hora do pedido? Se as habilidades para o bom relacionamento existem em outro setor, é hora de pensar sobre suas ações e usar a empatia.

Empatia não é se colocar no lugar de ninguém, isto é impossível exatamente pelo que falei no primeiro parágrafo, as pessoas são diferentes, ou seja, pensam, sentem e partilham diferente. É sobre estar disposto a compreender o outro a partir do ponto de vista dele. Não tem explicação melhor que este vídeo, nem mais linda!

Antes da gritaria, da cobrança e do estresse para todo mundo, podemos refletir “Se eu soubesse o que ela (e) sabe, se tivesse passado pelas experiências que ela passou, se quisesse o mesmo que ela, estaria agindo como ela está?”. E aí muitos vão dizer: claro que não, eu faria isso e isso e isso; não é uma realidade na maioria das vezes. Mas, se você realmente agisse diferente no lugar do outro, ainda assim relacionamento saudável não é sobre concordar e muito menos disputar quem reage melhor na vida, mas sobre compreender e respeitar os valores e crenças alheios.

Claro, em uma relação saudável um ajuda o outro a crescer, se desenvolver, criar habilidades novas, diluir crenças limitantes. Para isto dar certo, em primeiro lugar está a empatia e depois ambos precisam estar dispostos a ceder e a mudar a si mesmos, sempre para melhor. Sabe aquelas máximas clichê “seja sempre assim”, “não precisa mudar”? É impossível! Seres humanos mudam e ainda bem!

Evoluímos um pouco a cada dia, nossa capacidade mental é elástica e é isso que faz sermos cada vez melhores em todos os papéis exercidos na vida. Esta é a mágica. Nossos parceiros vão aprender algo novo, se redescobrir, achar novos sonhos e nós também. Se relacionar é levar o barco nessa maré, lidando com as tempestades, colocando de volta na rota do propósito definido pelos dois.

Foto capa: Modern Family, Gloria e Jay. Um casal que trabalha a empatia até a última gota. Somem aí diferença de idade com culturas diferentes e filhos variados! Para entender e aprender com eles, acompanhem a série, um festival de exemplos para pensar sobre empatia. Tem no Netflix.

Fonte de apoio: Manual de Programação Neurolinguística – Joseph O’Connor