Eu tenho medo (ou tinha)


*texto escrito antes de agosto deste ano, num pedaço de papel, não tenho a data precisa.

Nao sei do que tenho medo, acho que de ficar mais doente, do meu corpo ficar padecendo de novo ao invés de melhorando. Tenho medo da candidíase (parece simples e até é, mas experimenta ter todo mês), dessa dor não cessar (explicadinha na série sobre anticoncepcional), tenho medo da melhora ser uma ilusão.

Tenho medo de estar com uma doença que não sei qual é. Tenho medo de não dar conta. Tenho medo das coceiras, do muco, da dor, do meu coração medroso. E também tenho frustração por ter medo, não quero me sentir assim. Quero confiar, quero me entregar a vida.

Fico estressada por ter um dia ou vários sem poder fazer nada. Quero sentir que vou ficar bem, quero acreditar em mim, no meu corpo e na minha mente. Acho que é isso que falta. Tenho fé em Deus, no universo, nas boas energias, na meditação e nos profissionais que me cuidam. Parece que não tenho fé em mim.

Fico esperando meu corpo falhar, vigio cada “passo” e “controlo” cada suspiro. Apesar de vigiar minha mente também, deixo ela me dominar.

O coaching, a terapia e a própria meditação me revirar muito de mim, limpar gavetas, restaurar cacos. Mas, só escrevendo aqui, pondo pra fora, percebi: preciso mesmo é ter mais fé em mim.

Nota de hoje:

“Era exatamente isso que faltava. Escrever é uma das minhas formas de me entender, de por pra fora o que me aflige. Falo pouco sobre isso, escrevo muito. Reflito muito mais. A meditação, como citei, tem me surpreendido; já tive inúmeros insights sobre minha persona, meus medos, minhas metas, minha vida após fazer os minutos antes de dormir. Além disso, percebi uma melhora geral pessoal e exclusivamente meu, mas também da casa, dos relacionamentos, de trabalho. É muito muito sutil, acontece tão aos poucos que é difícil notar no momento, por isso, insista, depois de um tempo a mágica acontece. E divulguei o texto para mostrar que todos nós temos medos e inseguranças, o meu neste momento aí era sobre doenças, mas sempre vai ter uma coisinha nos cutucando. É normal! Como faz? Move on (e medite)! Boa semana!