Comida afetiva, a ativadora de memórias


Eu nunca vou comer banana cozida (da terra para muitos e comprida para outros muitos) sem lembrar da minha avó materna, Maria, que já está em outro plano. Também não tem como fazer bolo sem associar a vovó Salete, ela fez os dos meus aniversários todos na primeira infância. Entra na lista também o café dos meus pais e do meu amor, a torta de limão por causa da minha irmã.

Ao longo da vida se acumulam no nosso afeto inúmeros pratos. Alguns com certa tristeza, afinal você estava tomando seu drink favorito quando o até então namorado resolveu que era a hora do fim. A maioria das memórias, ainda bem, vêm com bons sentimentos, que nos energizam.

Como deixar de comer uma fatia de bolo de …. (preencher com seu sabor aguçado na infância) e não sentir aquele quentinho no coração? Difícil é acreditar que comida é mera função alimentar, como prega as dietas restritivas. Não se desassocia comer de comportamento e emoções, isso já é comprovado e levado em conta na Nutrição comportamental e holística.

A Nutrição Comportamental, segundo associação de mesmo nome, avalia como se come incluindo crenças e sentimentos, e usa técnicas de terapia, coaching e até meditação, além do aconselhamento nutricional. E a Holística acredita em uma visão abrangente do indivíduo, ou seja o físico, emocional e o ambiente em que se vive. O foco é na densidade nutricional, sono, respiração, comida como “remédio”, epigenética e outros, segundo o perfil @nutricronista, por sinal muito maravilhoso.

Comida afetiva é nada mais do que sentir. Se estamos tristes ou com alguma falta escondida ou passando por algum problema emocional, vamos comer diferente do ideal saudável do nosso corpo. E cada um tem o seu, entende? Mas, algumas coisas são iguais para todos nós, por exemplo: comer além da saciedade geralmente é a gente tentando tapar um buraco lá no coração.

Além disso, ainda tem nossas crenças limitantes criadas na nossa mente desde a infância. Se sua família comemora sucessos bebendo caixas de cerveja com inúmeras rodadas de feijoada, adivinha a ligação? Você vai associar o sucesso a isso.

Então, meus amores, comer vai muito muito além do que se alimentar, percebem? Nossa fome não vem só do estômago. Ser saudável é um mix dos setores da vida, como família, finanças, carreira, relacionamentos etc. Vamos juntos comigo nessa estrada de autoconhecimento e amor próprio para chegarmos em um “lugar” onde nossas memórias boas não são obrigadas a irem embora nem nosso corpo chora por saúde.